Diogo Vasconcelos

“We are what we share” (Charles Leadbeater).

Blogging.

Líderes 2.0

Transparência, participação, poder descentralizado. O paragigma da colaboração, da criação colectiva, da “wikipedia” e do “open source”, aplicados a politica. Não é de democracia directa que estamos a falar, é de melhor democracia representativa. A Web alia três dimensões de participação, de intensidade crescente: partilha, colaboração e accção colectiva. A lógica de rede e da rede permite menos barreiras à entrada e a emergência de uma nova liderança política. São boas notícias para a democracia. Há menos barreiras à entrada, há mais liberdade. Acredito cada vez mais no fim do paradigma do lider político como um “rambo” obcecado com o comando e controlo, que usa o “spin” e todo o poder (real e projectado) para impor o seu rumo. Esse tipo de liderança impressiona pela sua eficácia e será sempre do agrado de alguns. Não tem sucesso nas empresas e tem sucesso limitado na política. É um modelo do passado, que cria dependências, tolhe a iniciativa, inibe a sociedade civil “não controlada”, na qual cria um lastro de cresente desconforto. O nosso tempo pede líderes diferentes, que prefiram a “orquestração” ao “comando e controlo”. Que se vejam mais como sensores do que como magafones. Que prefiram a verdade ao “spin”. Líderes assim são capazes ...

O candidado “wiki”

Em 2004, Howard Dean, hoje líder do Partido Democrata, não chegou a ganhar as primárias a John Kerry, mas fez história ao mobilizar milhões de dólares e milhares de voluntários através do seu site. Nesse mesmo ano de 2004, Barack Obama era eleito Senador pelo Estado do Illinois. Escassos quatro anos volvidos, um candidato outrora desconhecido não só arrasou o poderoso establishment da invencivel Hilary Clinton como irá (estamos a horas de o confirmar) prestar juramento como 44º Presidente EUA, no próximo dia 20 de Janeiro de 2009. Já quase foi dito sobre as razões do espectacular sucesso de Barack Obama. A sua capacidade oratória, o seu carisma e capacidade de sedução, a genialidade da sua campanha, o apoio entusiástico da juventude, a vontade de mudança e a conjuntura económica. Tudo isso é verdade. Mas tenho para mim que um dos mais espectatulares sucessos de Obama está na forma como revolucionou a utilização da internet numa campanha politica. O que Dean tinha inaugurado, Obama levou a um patamar nunca visto. Nada será igual nas campanhas. Primeiro: o impacto da internet no financiamento da campanha. Enquanto as campanhas do passado dependeram sobretudo do apoio de pequenos circulos de "wealthy and well-connected patrons", Obama ...

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